Educação e Comunicação de mãos dadas
Fazendo uma análise da educação, verifica se que muito pouco mudou desde o início até os dias de hoje. O que ocorreu foi uma sucessão de avanços e tropeços. Nos primeiros anos do nosso país a educação era aquela promovida pelos Jesuítas. Alterou-se para pior com a expulsão da Companhia de Jesus, permanecendo inalterada até a chegada da Família real, em 1808, e somente se incrementou e estruturou a partir da década de 1960.
Assim também podemos relacionar a comunicação que com o passar do tempo sofreu mudanças, ou melhor, continua sofrendo. Antigamente era de costume tanto ouvir as notícias, como escutar trechos de novela no rádio, muitas vezes com a família toda reunida para escutar a continuação ou a emoção do último capítulo. E com o passar do tempo, a tecnologia foi aprimorando seus veículos de comunicação levando em seguida do rádio ao surgimento da televisão, um sistema eletrônico de recepção de imagens e som de forma instantânea, possibilitando hoje, para nós, telespectadores a essência e o poder de assistir vários programas de televisão incluindo, telejornais, novelas, seriados, etc.
Somente após a Primeira Guerra Mundial, com a chegada dos imigrantes e o início da industrialização começou a aparecer uma maior preocupação com a escola. Entretanto de forma mais concreta, somente a partir dos anos 60, do século XX, a partir de movimentos populares, de mobilização sindical se concretizaram as primeiras experiências de popularização da escola. Mas esse princípio de educação popular foi extinto com a instalação do Governo Militar, a partir de 1964, a partir do qual foram estabelecidos alguns acordos.
Na prática, nesse período, as salas de aula continham de 60 a 70 alunos comandados por um único professor, sem problemas de indisciplina. O aprendizado era básico, como efetuar cálculos nas quatro operações, saber ler textos, mas com certeza ,sem muito aprofundar a interpretação e senso crítico do aluno. Como recursos didáticos,tinha-se alguns livros de textos e de matemática e o quadro de giz e a comunicação entre pais e professores dava-se através de bilhetes.
Durante o período militar nasceu a LDB 5.692/71 que, por muitos anos norteou o ensino de primeiro e segundo graus, no país. Com o processo de abertura e redemocratização, a partir de meados da década de 1980, o sistema escolar se reorganizou e em 1996 foi publicada uma nova LDB, a qual rege o sistema escolar brasileiro, na atualidade.
Podemos dizer que, o grande avanço do sistema escolar brasileiro e da legislação educacional foi a obrigatoriedade da gratuidade do ensino fundamental e médio a ser oferecido pelos estados e municípios. A oferta e compromisso com a escolarização passou a ser não só uma obrigação dos pais, por ser direito da criança e do jovem, como uma obrigação e dever do Estado. Essa obrigatoriedade do Estado se manifesta como oferta de condições de escolarização, de acesso à escola e de permanência nela. Entretanto isso ainda não se tornou uma realidade para todos os estudantes. Nem todos têm condições de acesso à escola e nem todos os que têm acesso permanecem nela. Além disso, a escola nos três níveis (fundamental, médio e superior), ainda não é uma expectativa e um objetivo dos jovens em idade escolar.
Diante dessas mudanças tivemos um aumento do alunado e como conseqüência de professores. Não se tem mais condições de manter as salas com grande número de alunos como na década de sessenta. Sabe-se que é possível. termos o máximo 35 alunos ou menos de acordo com nível em que se encontram,pois vive-se uma era de alunos indisciplinados que tem muito apoio da família e amparo de leis. Muitas vezes a obrigatoriedade faz com que a permanência do aluno na sala de aula se torne prejudicial, pois seus interesses não são os estudos,e sim, o trabalho ou outras formas ilícitas de sobrevivência.
Também pode-se relacionar a comunicação como um fator determinante da educação, apesar de estarem acontecendo várias mudanças positivas na comunicação, o uso da tecnologia trás como conseqüência algumas dependências, fazendo com que o usuário de determinado veículo fique cada vez mais alienado neste meio, deixando de fato de aproveitar e apreciar os outros veículos de comunicação. Um exemplo nato para isso é o surgimento da internet, uma forma de notícia rápida e instantânea por um meio digital.
Hoje a maioria da população brasileira opta por acessar a internet e ler a um jornal on line, do que ir a uma banca de jornal e gastar cerca de quatro reais em um jornal impresso. Apesar de ser um meio de comunicação de extrema influência na sociedade, é preciso abordar os prós e os contras deste meio. Porque apesar de possuir seus benefícios, é preciso lembrar que no Brasil existe uma grande parcela da própria sociedade que não tem acesso a este meio. E hoje é fato preocupante a influência que a internet trás no desenvolvimento infanto-juvenil, uma vez que nos dias atuais, a internet é cada vez mais freqüente no uso de crianças e adolescentes no país, já que com a revolução tecnológica a mesma é iniciada cada vez mais cedo com jogos eletrônicos para estes.
As brincadeiras consideradas do passado estão sumindo, e saindo da rotina de muitos. Soltar pipa, jogar bola na rua ou campinhos, polícia e ladrão, esconde-esconde, etc. estão sendo esquecidas. As mais variadas diversões do passado estão sendo substituídas pelo computador. A internet pode representar tanto um bem como também um mal. Existe a fácil compreensão de suas vantagens em questão de informação, diversão e aprendizagem por outro, existem perigos.
O virtual está cada vez mais presente na vida das pessoas. Estes estão cada vez mais cedo fazendo uso de tais artifícios, seja para se comunicar, divertirem ou servir de suporte para os estudos. Hoje a maioria das crianças e adolescentes faz suas amizades virtualmente, na maioria das vezes sem conhecer as pessoas fisicamente. Os encontros com os grupos de amigos deixarem de ser na casa de fulano e passou a ser realizado virtualmente em salas de bate-papos, MSN ou site de relacionamentos.
Estes problemas fazem com que muitas vezes se tenha um aluno apático na sala de aula, porque amanheceu diante de um computador, ou porque o quadro de giz ou o livro didático que professor usa, não mais o atrai, ou porque aguarda uma chamada no seu telefone celular, etc, etc....
Sabe-se que a maioria das escolas no Rio Grande do Sul possuem um laboratório de informática, onde o professor pode levar seus alunos para uma pesquisa ou para dar uma aula por meio de um power point, etc, mas muitas vezes cai-se em agravantes, como: professores que não sabem fazer uso destes recursos, muitas vezes por não querer se estressar em aprender, por não ter uma pessoa especializada nos laboratórios para ajudar os professores, etc.. Nas escolas estaduais de nossa cidade depara-se com laboratórios fechados,não sendo usados, nem por professores,nem por alunos. As escolas possuem salas de vídeos que são usadas raramente,datashows guardados a sete chaves pelos diretores, pois podem ser estragados,e quando se quer fazer uso dos mesmos, precisa-se avisar uma semana antes para instalá-los para serem usados.
Espera-se que agora com esta nova modalidade de Educação a distância forme-se professores que saibam integrar meios de comunicação e educação


